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As primeiras paróquias da Diocese
26ª Romaria Diocesana - COM MARIA CELEBRAMOS NOSSA HISTÓRIA

Por D. Demétrio Valentini
29/07/2010 às 00H01

A celebração dos 50 anos da Diocese nos permite reviver a história de nossa região.Por sua missão, a Diocese serve de elo de ligação, não só entre as atuais comunidades que a compõem, mas também elo de ligação com a história.

De fato, a Diocese é o vínculo mais forte que unifica os 46 municípios que compõem o seu território. Ontem recordamos a localidade mais antiga, Itapura. Ela é também a mais distante da sede da Diocese. Se não fosse a Diocese, Itapura nada teria em comum com Jales. Mas a comunidade de Itapura, ao contrário, se sente muito honrada de fazer parte da Diocese de Jales, e nas romarias, o povo de Itapura é sempre o primeiro a chegar na concentração para a caminhada até a catedral.

Ontem recordamos como o Rio Tietê serviu de primeira estrada, para a passagem dos bandeirantes, mas também para os primeiros moradores que acabaram se assentando nesta região.

Prova disto é o fato de que as duas paróquias mais antigas de todo o território que depois viria a se constituir na Diocese de Jales, se encontram nas proximidades do Rio Tietê. Foram as paróquias de Pereira Barreto e General Salgado, criadas no mesmo dia, no final do ano de 1940.

Pereira estava à beira do Rio Tietê, sobre o qual os japoneses construíram um bonita ponte, que agora ficou debaixo d´água, com a construção da barragem de Três Irmãos.

O primeiro nome de Pereira Barreto foi Novo Oriente, em homenagem à leva dos colonos japoneses que se estabeleceram naquela localidade, vindos direto do Japão. Ainda hoje a praça mais antiga da cidade de Pereira Barreto conserva a marca da cultura japonesa, que tanto contribuiu para o desenvolvimento da região.

Quando foi aberta a estrada de ferro, demandando até Santa Fé, abriu-se o outro caminho, este mais prático e mais intenso, para a chegada em massa dos migrantes que vinham de regiões mais antigas do Estado de São Paulo, e de outros Estados, sobretudo do nordeste, atraídos pela fama de terras boas, e pela facilidade de chegarem de trem.

As datas de criação das paróquias serve de testemunho do progressivo avanço da ocupação da região.

Em 1943 foi oficialmente criada a Paróquia Santa Rita de Fernandópolis, tendo demorado um pouco para se instalar com a chegada do pároco designado para ela.

Em 1949 foi criada a Paróquia de Estrela d`Oeste, na sequência da linha do trem.

Em 1952 foi criada a paróquia de Jales, que depois viria a se tornar a sede da Diocese.

Em 1957 foi criada a Paróquia de Santa Fé do Sul.

É clara a sequência da linha do trem. Com a criação destas primeiras paróquias, estava, de certa maneira, criada a espinha dorsal do futuro mapa da Diocese, que tem de fato, entre Fernandópolis e Santa Fé do Sul a rota central que serve de referência para situar todas as outras comunidades. Não é por nada que a sede da Diocese acabou sendo escolhida no meio deste trajeto, na cidade de Jales. Se observamos bem, uma diocese que se inspirou no bom senso e nas indicações da própria geografia.

Próximo seguimento: Os padres assuncionistas

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