Comunidades, células vivas da Diocese 26ª Romaria Diocesana - COM MARIA CELEBRAMOS NOSSA HISTÓRIA
Por D. Demétrio Valentini
27/07/2010 às 00H07
Estamos nos preparando para a 26ª Romaria, no próximo dia 15 de agosto, Desta vez a intenção é evidente, e se torna convite aberto para todos participarem. A Diocese completa, justo naquele dia, 50 anos de vida. Ela foi implantada no dia 15 de agosto de 1960, no mesmo ano em que o Brasil inaugurava, eufórico, sua nova capital. Esta euforia encontrava eco aqui em nossa região com a criação da Diocese de Jales. Um atestado valioso de aposta positiva no futuro da região.
Na romaria deste ano merecem destaque especial as comunidades que compõem a Diocese. Será a romaria das comunidades, que virão a Jales, comunidade sede da nova diocese, para juntas louvarem a Deus pela graça recebida, de formarem uma nova "Igreja local", ou "Igreja Particular", como passaram a se identificar as Dioceses a partir do Concílio Vaticano Segundo, que descreveu a realidade da Igreja.
A Igreja é a comunhão dos que acreditam em Cristo, e se constituem em comunidades, onde se vive os valores do Evangelho.
Quando citamos o nome da Diocese, no caso o nome da nossa Diocese de Jales, não queremos nos referir só à cidade sede. Pois ela é toda a região que se constitui em diocese, configurada geograficamente pelas localidades que estão em seu território, e pelo povo que habita estas localidades, com seus costumes, sua cultura, sua realidade humana, que acaba dando a fisionomia própria de cada diocese.
Para destacar a importância das comunidades, na romaria deste ano os romeiros vão trazer a bandeira oficial de cada município. Agora já são 46 os municípios que compõem o território da Diocese. Quando ela foi implantada, em 1960, eram 34 os municípios. Depois foram criados outros 12, desmembrados dos municípios anteriores. São os seguintes os municípios criados após a implantação da Diocese: Santo Antonio do Aracanguá, Nova Castilho, Nova Canaã, Salete, Aspásia, Pontalinda, Dirce Reis, Vitória Brasil, Guzolândia, Marinópolis, São João de Iracema e Mesópolis.
A reflexão sobre a vida da Igreja, feita sobretudo a partir do Concílio, percebeu como a Igreja é um mistério de amor, espelho da Trindade Divina. Esta realidade eclesial é chamada a se realizar, a tomar forma, a receber identidade própria, em cada comunidade eclesial. Tanto que a Igreja é comunhão de comunidades. E isto em todos os níveis. A nível mundial, por exemplo, a Igreja Católica, a Igreja que está no mundo inteiro, é fruto da comunhão das "Igrejas Locais". Não existe "Igreja universal" sem a existência de "Igrejas locais", cuja comunhão entre elas resulta na grande comunhão universal.
Também dá para afirmar a mesma coisa a respeito de uma diocese, e de uma paróquia. A Diocese é o resultado das Paróquias que compõem sua realidade. A Paróquia é o resultado das pequenas comunidades que existem dentro dela.
Tal é a importância das comunidades concretas, que a nossa Diocese, desde a assembléia de 1983, tem como uma de suas prioridades, a "formação de comunidades". A Diocese tem todo o interesse em que as comunidades possam crescer e se fortificar. Quanto melhor estiverem as comunidades, mais a Diocese se fortalece,e se sente realizada. Pois ela tem a missão de congregar as pessoas em comunidades de fé, de esperança e de amor, para todos se sentirem integrados na grande comunhão da Igreja e na comunhão com a Divina Trindade. A Romaria deste ano será a romaria das comunidades.
Próximo seguimento: Tietê e Itapura: os primeiros passos de nossa história