O povo festeja intensamente São João. Faz parte da tradição, ainda mais das regiões do Nordeste brasileiro, incrementadas hoje pelo apoio dado às festividades locais, incentivando a cultura e promovendo o turismo.
Ao festejar São João, o povo acaba cumprindo a profecia que o Evangelho testemunha, de que o seu nascimento seria alegria para todo o povo. Buscando uma justificativa para esta alegria do povo, certamente poderá ser encontrada na intuição de pressentir em João Batista o profeta corajoso e austero, que desmascara os herodes depravados e os fariseus hipócritas que se paramentam de justiça para encobrir suas maldades. Neste contexto, o povo vibra com a coragem do profeta rude, severo, e ao mesmo tempo autenticamente humano, que atraía as multidões e alertava a todos estarem atentos para os sinais da presença de Deus.
Uma prova de quanto João impactou o povo do seu tempo, pode ser encontrada na história dos Atos dos Apóstolos. Em Éfeso, trinta anos depois da morte do profeta, ainda havia gente que seguia o "batismo de João". Ainda se guiavam pelo testemunho deixado pelo profeta do Jordão.
Pois bem, os cristãos se incumbiram de guardar a memória do precursor. Ele continua apontando para Cristo, identificando-o como o "cordeiro de Deus". Ele continua expressando seu desejo mais profundo: "importa que ele cresça, e que eu diminua". Mas porque ele se reconheceu pequeno é que o povo ainda hoje o venera como grande!