Estamos em plena "semana do migrante". Foi aberta oficialmente ontem, com uma missa na igreja Nossa Senhora da Paz, no centro da cidade de São Paulo, local escolhido há muito tempo para o atendimento pastoral dos numerosos migrantes que passam por São Paulo.
É uma iniciativa, portanto, da Igreja Católica, que se dá conta da importância do fenômeno migratório, que vem acompanhando a história da humanidade desde os seus primórdios, e que tomou novo impulso com a grande mobilidade verificada nos tempos em que vivemos.
No Brasil a realidade migratória já não consiste na vinda de migrantes de outros países, mas na intensa mobilidade interna de nossa população, sobretudo pela busca de trabalho sazonal.
É esta população que vem merecendo a atenção da Pastoral dos Migrantes, que vem mantendo cada ano esta iniciativa, de promover uma "semana do migrante", para renovar as motivações do acompanhamento dos migrantes, e para chamar a atenção de todos para a problemática migratória.
Já é tradição firmada que a Semana do Migrante retoma em cada ano o tema da Campanha da Fraternidade. Esta é uma opção que contempla especialmente o cuidado para inserir a pastoral dos migrantes no contexto da pastoral cotidiana, realizada pelas comunidades.
Neste ano, por exemplo, o tema desta Semana do Migrante retoma quase a mesma formulação da Campanha da Fraternidade: "Por uma economia a serviço da vida". Assim, a Semana do Migrante se transforma em boa oportunidade para retomar a Campanha da Fraternidade, possibilitando observar melhor sua incidência sobre a realidade concreta dos migrantes. E não é difícil constatar que o motivo verdadeiro que leva tantas pessoas a migrar para outras regiões do Brasil é a busca da sobrevivência. As migrações internas do Brasil têm tudo a ver com a realidade econômica.