Está chegando ao seu final o Ano Sacerdotal, promulgado pela Igreja em vista dos sacerdotes. A referência para estabelecer a data foi a festa do Sagrado Coração de Jesus. No ano passado caiu no dia 19 de junho. Neste ano ela cai nesta semana, no próximo dia 11.
Mas a festa dedicada ao Coração de Jesus não serviu só para estabelecer as datas do Ano Sacerdotal. Foi escolhida sobretudo para assinalar a motivação central da vocação e da missão do padre. Sua referência é Cristo, de quem o padre se faz discípulo, chamado a estar com o Mestre, e de quem o padre se torna missionário, como enviado por Cristo para continuar sua mesma missão.
Tomando como referência a festa do Sagrado Coração de Jesus, esta iniciativa da Igreja quis, sobretudo, sinalizar que a vocação sacerdotal só se entende à luz do amor de Cristo, simbolizado no seu coração. E só pode ser assumida com autenticidade, se motivada pelo amor generoso de quem está disposto a empenhar sua vida por amor, como fez Jesus Cristo.
Aí está o segredo da vida de Jesus. Ele "amou os seus até o fim", isto é, amou a ponto de entregar toda sua vida por amor. Assim é chamado a fazer também o padre.
O desafio que ele enfrenta na vida, é levar adiante, até as últimas conseqüências, o impulso inicial de amor, que facilmente desperta uma vocação. Amar até o fim, não só o fim dos dias, mas até o limite da entrega total, é uma lição difícil, que só se aprende através da prática cotidiana, que vai amadurecendo e purificando "o primeiro amor", que precisa sempre ser atualizado e reassumido de maneira autêntica e adulta.
Terminado o Ano Sacerdotal, abre-se pela frente o longo caminho a percorrer, sem perder de vista o exemplo de Cristo, com sua força de atração e de estímulo.